Fernando Saussure - Breve Vida e Obra

LINGUAGEM DO GUARDA ROUPAS

sábado, 27 de outubro de 2012

Roupas – os signos na moda
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    A Linguagem está em toda parte da Sociedade Humana, seja na fala, escrita, nas artes. Mas o que quero discutir com você é como a linguagem humana é utilizada no nosso modo de si vestir. O que nos faz escolher a depender da ocasião ou estado de espirito roupas distintas. Será que as roupas são os signos (letras) da moda? Quando nos vestimos queremos dizer algo para a sociedade, ou apenas nos vestimos para esconder a Piu-Piu e o Capô de Herbie.
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     É claro que o modo de se vestir quer dizer algo. Você já deve ter pensado nisto alguma vez em sua vida, ainda mais se você for mulher. Aliais, a mulher é um bicho esquisito, amo elas, mas acho que sou gay por medo da mente feminina. Um dia meu professor e amigo Marco Galeno perguntou ao primeiro ano do ensino médio para quem as mulheres se vestem, e claro que todos responderam que era para os homens. Mas para nossa surpresa a resposta dele foi inesperada. Ele afirmava que uma mulher sempre se verte para outra mulher. Eu tinha uns 15 anos, minha mente ficou confusa no momento, pensei até que Nosso Senhor fosse sapatão. Mas logo ele tratou de esclarecer tudo. Ele explicando disse que uma mulher quase sempre se vesti para uma mulher, por que ele e estudos afirmam que uma mulher sempre quer transmitir, passa a mensagem, para outra mulher que é tá mais bem vestida, que ela tá podendo, que a guarda roupas dela só tem roupas de marcas, e se estiver com o namorado do lado, trata logo de lascar um beijo, mas pense em um beijo de cinema, no gato. Para que todas e até o Diabo saiba que ele já tem dona. Pensa o que o Diabo também sabe o que é bom.
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     E não é só a mulherada que usa a linguagem do guarda roupas não, os homens também não forjem a regras. Os representantes de grupos musicais são os destaques. Exemplos não faltam, como os roqueiros, o fanqueiros, sambistas, pagodeiros, forrozeiros e outros tantos. Cada um com escolha de roupas que transmitem um mensagem diferente a sociedade. Um roqueiro com suas roupas escuras transmite a mensagem de tristeza, de medo, e respeito. De contra partida surgiram os roqueiros arco-íris, que com suas roupas coloridas transmitem uma mensagem de alegria, amor e viadagem, adoro a Happy Rock.
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      Agora que você sabe que seu guarda roupas fala o que você é ou o que quer dizer a sociedade, sem utilizar palavras, apenas roupas, e acessórios. E se você amiga, quando ver uma mulher dando um baita beijo de língua na sua frente, pode tá certa, não olhe para o bonitão, que o gato tá de coleira.

Vamos brincar um pouco, no questionário abaixo:

1ª Se o vestuário transmitem seu pensamento, o que você quer dizer para a sociedade, qual seria o seu look neste exato momento? Se possível, enviem sua fotolook.
2ª O que será que os seguintes tipos sócias com seu vestuário que dizer a sociedade.
a) Piruá rica
b) Evangélica
c) Mendigo ( Pessoa má vestida por escolha)
d) Secretaria
e) Professora
f) Enfermeira
g) Atriz
h) Modelo

LINGUAGEM O O INGREDIENTE PRINCIPAL PARA A VIDA EM SOCIEDADE

      A Linguagem é um dos ingredientes fundamentais para a vida em sociedade. Desse modo, ela está relacionada à maneira como interagimos com nossos semelhantes, refletindo tendências de comportamento delimitadas socialmente. Cada grupo social tem um comportamento que lhe é peculiar e isso vai se manifesta também na maneira de falar de seus representantes:
    ¨ Os cariocas não falam como os gaúchos ou como os mineiros e, do mesmo modo, indivíduos pertencentes a um grupo social menos favorecido tem características de falas distintas dos indivíduos de classes favorecidas.¨
     Além disso, um mesmo indivíduo em situações diferentes usa a linguagem de formas diferentes. Quando está no trabalho, discutindo questões profissionais com seu chefe, por exemplo, o falante tende aa empregar uma linguagem mais formal, mas em casa, conversa com os familiares, a tendência é o falante utilizar uma linguagem mais simples, com termos mais corriqueiros e populares.
( Adapt. de Manual de Linguística, editora contexto)
 
 
Hora de brincar
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1ª Poste nos comentários como seria a fala dos seguintes grupos sociais:
 
a) Um Roqueiro e um Gay, conversando sobre musica.
b) Uma patricinha e um fanqueira falante sobre vestuário.
c) Um professor de Latim e um de Filosofia.
d) Dê mais exemplos.


2ª Fale como é feita e por que nos fazemos escolhas de palavras na hora que queremos falar ou escrever. Por que você não fala de mesmo modo com um Juiz e um amigo.

3ª Fale sobre o que você acha da linguagem da internet. Você faz uso e por quê?

4ª A Linguagem virtual altera seu modo de escrever em seu dia-a-dia?

5ª Imagine como seria a vida social se todos falacem de um mesmo modo, eu já confesso que me fingiria de mudo e surdo e depois iria para a ultima estação do têm da meia noite.

Os pólos de atenção no pensamento linguístico: Formalismo x Funcionalismo.

       Uma gramatica formalmente orientada trata da estrutura sistemática das formas de uma língua, enquanto uma funcionalista analisa a relação sistemática entre as formas e as funções em uma língua. Assim a visão formalista estuda a língua como objeto descontextualizado, preocupando-se apenas com características internas. Já a observação funcionalista, por seu lado, se preocupa com as reações entre a língua como um todo e as diversas modalidades de interação social.
        Como pode ser avaliado no exemplo a seguir, em que duas amigas estão sentadas em uma parada de ônibus coletivo na UFPI, quando uma começa a contar uma novidade a outra se levanta rapidamente para dar o sinal para o ônibus, que demora muito tempo para passar naquele ponto, e a amiga que continua sentada dá inicio ao dialogo:
Amiga sentada:
- Merman, tu já vai?
Então a amiga que deu o sinal para o ônibus fala:
- Oh merman! Tu me chama logo quando a estrela cadente aparece.

     A partir do diálogo em questão, pode-se perceber que a análise funcionalista vai além do lado formal, pois a interação sociocomunicativa teve prevalência na significação, porque o termo estrela cadente foi utilizado para relacionar o ônibus a uma estrela cadente, pelo fato de o mesmo demorar muito tempo para passar naquela parada e quando passa, é muito rápido, fato mais corriqueiro para os usuários dessa comunidade.
Como pode ser notado, o funcionalista não está se preocupando com a forma, com as regras, com o sentido primitivo, mas sim com a intenção que processo de linguagem foi utilizado. Já o formalista está preocupado com a forma, com a escrita, com as regras de padrões da língua, deixando de lado, a intensão do emissor da mensagem. De fato, como aponta Beaugrande ( 1995, p. 19 apud Neves, 1997, p. 41-42):

     "A decisão estruturalista de estudar a língua em si mesma e por si mesma e de descrever cada subdomínio, por critérios internos levou a uma ênfase nos dados formais, enquanto os funcionais eram referidos à intenção entre os componentes da língua."

    O funcionalismo rejeitou essa atribuição e defendeu uma perspectiva mais integrativa na qual todas as unidades e os padrões da língua seriam compreendidos em termos de funções, pois segundo ( Dillinger , 1991, apud Neves, 1997, cap. 3)

     "Funcionalismo e formalismo não podem, mesmo, ser vistos como alternativa, exatamente porque estudam o mesmo objeto de maneiras diferentes, isto é, porque estudam um mesmo objeto e fenômenos diferentes, assim, um estudo não exclui o outro, sendo ambos complementares e igualmente necessários."

Concepções de texto a partir do quadro formal e funcional da língua e seus princípios de textualidade.

                                                                                                                    

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    A Linguística Textual começou a se desenvolver na Europa a partir do final dos anos 60, sobretudo entre os anglo-germânicos, e tem se dedicado a estudar os princípios constitutivos do texto e os fatores envolvidos em sua produção e recepção. Paralelamente ao desenvolvimento dessa teoria, do final da década de 60 até nossos dias, têm se fortalecido e se ampliado, no campo da Linguística, os estudos voltados para fenômenos que ultrapassam os limites da frase, como o texto e o discurso, e interessados menos nos produtos e mais nos processos – a enunciação, a interlocução e suas condições de produção. Parece propício, portanto, neste momento, retomar o conceito de textualidade e repensá-lo, levando em conta contribuições advindas de lugares diferentes, como a Análise do Discurso, as teorias da enunciação, a Pragmática, a Análise da Conversação, os estudos sobre a língua falada, que nos convidam a incluir no campo de nossas reflexões fenômenos antes não considerados como propriamente linguísticos.

        A linguística contemporânea é marcada por diferentes vertentes teóricas que se constituíram ao longo do século XX e que se consolidam neste início do século XXI. No que concerne ao campo científico da linguagem, a riqueza teórica na formação epistemológica de um objeto de estudo conduziu a linguística às duas principais perspectivas de análise: FORMALISMO e FUNCIONALISMO. Cronologicamente, poderíamos dizer que esses dois paradigmas teóricos surgiram em momentos bastante próximos, no início do século XX, definindo os dois modos essenciais de análise da linguagem, ora se pautando na FORMA linguística ligada às unidades estruturais da língua, ora priorizando a FUNÇÃO que tais unidades linguísticas assumem no sistema.

          Entre os expoentes do formalismo linguístico podem-se incluir linguistas vinculados ao estruturalismo norte-americano (Leonard Bloomfield, Fries, Harris), bem como aqueles que contribuíram de algum modo, nos sucessivos modelos do gerativismo de Noam Chomsky. O funcionalismo, por sua vez, encontra-se ligado, inicialmente, aos autores do estruturalismo europeu da Escola de Genebra (Saussure, Martinet), da Escola de Praga (Trubetskoy, Jakobson, Danes). Em seguida, desenvolve-se nos modelos de gramática funcional apresentados na Escola de Londres (Firth, Halliday) e no Grupo da Holanda (Reichling, Dik).

Gabriel Meneses Ferreira

DOC - Fala e Escrita

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Língua , Modalidade oral e escrita

Língua Escrita e Oral